O acesso à Internet na Venezuela está a ser “restrito”, reportou hoje a NetBlocks, após o anúncio do autoproclamado Presidente interino, Juan Guaidó, sobre o apoio dos militares para pôr fim ao regime de Maduro 

Segundo o anúncio da organização não-governamental através da rede social Twitter, citado em vários meios de comunicação social estrangeiros, entre eles o Washington Post, as principais redes sociais e “múltiplos outros serviços” estão restritos.

A NetBlocks foi criada em 2017 e tem acompanhado a conexão e serviços de eletricidade e Internet em solo venezuelano nos últimos meses, tendo denunciado várias quebras no serviço desde janeiro.

A empresa de telecomunicações estatal, a CANTV, ainda não reagiu às notícias que dão conta dos cortes ao acesso a serviços como o Twitter, o Facebook ou o Youtube, mas também da Android ou Bing.

Pelas 08:10 locais (13:10 em Lisboa), explica a mesma fonte, não tinha sido levada a cabo nenhuma tentativa de desligar por completo o acesso à Internet, lembrando que os “serviços de VPN continuam a ser eficazes para aceder às plataformas”.

O autoproclamado Presidente da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou hoje que os militares deram “finalmente e de vez o passo” para o acompanhar e conseguir “o fim definitivo da usurpação” do Governo do Presidente Nicolás Maduro.

“O 01 de maio, o fim definitivo de usurpação começou hoje”, disse Guaidó num vídeo publicado na sua conta na rede social Twitter, no qual está acompanhado por um grupo de soldados na base de La Carlota, a leste de Caracas.

O Governo do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou, por seu lado, que está a enfrentar um golpe de Estado, de “um reduzido grupo de militares traidores” que estão a ser neutralizados.


em site A Visão
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